Morpho aega aega  Hübner, 1806

Os machos dessa espécie apresentam na face superior das quatro asas uma coloração azul metálica de brilho e intensidade inigualáveis. Já as fêmeas apresentam duas formas com colorações distintas:  A forma azul e a forma alaranjada.
O belíssimo azul das asas provoca a exploração da espécie para uso em bandejas e outros artigos.  Contam-se aos milhões o número dessas borboletas capturadas anualmente e sua extinção só não ocorreu porque as densas populações ocupam imensas áreas de bambus nativos (Chusquea), planta alimento de suas lagartas.  O seu habitat ideal se apresenta sempre em regiões compostas por densas matas das espécies de bambu desse gênero.
Ocorre no sul e sudeste do Brasil, chegando até às montanhas do centro do Espírito Santo.  Em certas regiões voam durante todo o ano, mas no sul aparecem três vezes, com mais abundância em março e dezembro.
Os machos aparecem à partir das 9:00, e as fêmeas voam geralmente após as 12:00.  É um dos mais fantásticos espetáculos da natureza a visão de dezenas dessas borboletas voando ao mesmo tempo e se destacando sobre o verde da vegetação.
Os ovos, 1,8mm são colocados isoladamente ou em pequenos grupos sobre as folhas das taquaras e bambus.  Após a eclosão, as lagartas (50 mm) se dispersam e tecem uma seda sob a folha onde passam o dia, saindo à noite para se alimentarem.
A crisálida (28 mm), quando sadia, é verde, mas torna-se preta quando atacada por fungos que dizima as populações da espécie na natureza.
 

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