Morpho anaxibia Esper, 1798

É uma das mais conhecidas borboletas brasileiras, símbolo dos trópicos e da sua exuberância. Chamada vulgarmente de “azul-seda” – o azul é provocado pela refração da luz em minúsculas escamas transparentes, inseridas nas asas da borboleta, e atrai as fêmeas virgens que os procuram para o acasalamento. Ocorre no Centro e Sudeste brasileiros, sendo comum no Rio de Janeiro, nos meses de verão, principalmente fevereiro.
Impressiona pelo vôo alto, lento e majestoso, aproveitando as correntes aéreas, constrastando com o fundo verde da floresta. Embora ocorra no topo das grandes árvores, nos dias quentes e secos, cedo, pela manhã, desce aos lugares úmidos para sugar a água.
Os ovos isolados são colocados na parte superior das folhas de diversas plantas, tais como a grumixama (Eugenia), o arco-de-pipa (Erythroxylum pulchrum) e a caneleira.
As lagartas, logo que nascem, 3mm, comem a casca do ovo e se alojam na parte inferior da folha, onde tecem uma seda para se fixarem. No crepúsculo, saem para se alimentar, voltando após para o mesmo local, onde passam o dia. Crescem lentamente e em abril ainda estão no primeiro estágio. Antes de crisalidar, a lagarta muda de cor, 40mm, cor esta que será da crisálida, 35mm, e que passa a cinza , pouco antes da eclosão do inseto adulto.
Os adultos machos realizam breves disputas aéreas.
 
 

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